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Mês de Maio

  • há 4 dias
  • 5 min de leitura


No início deste mês mariano, trazemos essa pequena reflexão, para recordarmos do nosso compromisso, como católicos e músicos, para com com a devoção à Nossa Senhora. A palavra devoção vem do latim <<devotio>>, que significa se dedicar com fervor, fazer um voto, prometer e ter um sentimento de veneração. Segundo Monsenhor Júlio Antônio da Silva, a devoção mariana está intimamente ligada à religiosidade popular, surgindo como expressão de fé. Assim, conclui: “Rezar o terço não deve ser um ato mecânico, mas uma experiência que nos leva a contemplar a vida de Jesus e a traduzir essa reflexão em gestos concretos de amor e justiça. Nenhuma prática de piedade, especialmente as marianas, deve ser reduzida a um mero atrativo para multidões, sem compromisso com sua de fé e sem formação católica.


"Não podemos esquecer o papel singular da Santa Virgem Maria, que caminha ao nosso lado, fortalecendo-nos na certeza de que nossas lutas por um mundo novo não são em vão. Acima de tudo, Maria nos ensina que a verdadeira e saudável devoção sempre nos conduz a Jesus Cristo. E é essa devoção que tem o aval da Igreja.”


Assim, caríssimos leitores, aprendamos com Maria, espelhando as suas virtudes em nossas vidas, para "trilharmos no caminho de configuração à Cristo". É nesse sentido que São Bernardo de Claraval, Doutor da Igreja, nos nos ensina que "Cristo é o centro de tudo e Maria é aquela que leva a Jesus". Em seu famoso sermão ‘Invoca Maria’ ele nos aconselha a manter os olhos fixos em Nossa Senhora e sempre invocá-la especialmente nas tribulações. Outro ensinamento deste grande devoto da Virgem é de se entregar a ela todas as noites antes de dormirmos. Como um filho que pede a bênção de sua mãe antes de dormir”, declarou.


Padre Paulo Ricardo, nos ensina que "a devoção à Virgem Santíssima, além de ter por fim a Jesus Cristo, deve ser também um exercício constante de imitação das virtudes de nossa Mãe do Céu. Pois assim como Deus, ao fazer-se homem, quis ser gerado e formado no ventre de Maria, assim também nós, para sermos conformes à imagem do Filho unigênito, devemos nos lançar neste molde perfeitíssimo que é Nossa Senhora, em quem encontramos o exemplar mais semelhante ao nosso Salvador.Obediência


"Maria foi exemplo de obediência, ela foi obediente ao plano da salvação e isso fez com que ela permanecesse em pé diante do projeto de Deus. Disse “sim” ao Senhor, o obedeceu em tudo, respeitando de livre e espontânea vontade a autoridade e os planos divinos."


“A Virgem Santíssima, predestinada para Mãe de Deus desde toda a eternidade simultaneamente com a encarnação do Verbo, por disposição da divina Providência foi na terra a nobre Mãe do divino Redentor, a Sua mais generosa cooperadora e a escrava humilde do Senhor. Concebendo, gerando e alimentando a Cristo, apresentando-O ao Pai no templo, padecendo com Ele quando agonizava na cruz, cooperou de modo singular, com a sua fé, esperança e ardente caridade, na obra do Salvador, para restaurar nas almas a vida sobrenatural. É por esta razão nossa mãe na ordem da graça” (Lumen Gentium 61).


Santo Afonso de Ligório, em sua obra clássica Glórias de Maria, descreve as virtudes de Maria como heróicas e extraordinárias, apresentando-a como o modelo perfeito de santidade, humildade e obediência a Deus. Ele enfatiza sua fé viva, caridade ardente e paciência em meio às dores, destacando seu "sim" (Fiat) como base de sua missão como Mãe de Deus.


Aprendamos com Maria suas virtudes para que possamos celebrar santamente este mês que a Ela é dedicado.


Humildade


A humildade como outra virtude é o que de mais belo Maria traz, porque ela sempre soube seu papel e quem ela era, ela também sabia que era totalmente dependente e que sua dependência de Deus, dentro do plano de salvação, fazia com que realmente tudo acontecesse na vontade Dele.


Paciência


Nossa Senhora passou por muitos momentos de provação, de incômodo e de dor, durante toda sua vida, mas suportou tudo com paciência. Sua tolerância era admirável! Nunca se revoltou contra os acontecimentos, nem mesmo quando viu o próprio filho na Cruz. Sabia que tudo era vontade de Deus e meditava tudo isso em seu coração. Maria, teve sempre paciência, sabendo aguardar em paz aquilo, que ainda não se tenha obtido, acreditando que iria conseguir, pela espera em Deus.


Vida de Oração


Nossa Senhora era silenciosa, estava sempre num espírito perfeito de oração. Tinha a vida mergulhada em Deus, tudo fazia em Sua presença. Mulher de oração e contemplação, sempre centrada em Deus. Em sua vida a oração era contínua e perseverante, meditando a Palavra de Deus em seu coração, louvando a Deus no Magnificat, pedindo em Caná, oferecendo as dores tremendas que sentiu na crucificação de Jesus.


Mortificação


Maria empreendeu, e abraçou uma vida cheia de enormes sofrimentos, e os suportou, não só com paciência, mas com alegria sobrenatural. Nada de revolta, nada de queixas, nada de repreensões ou mau humor. Pelo contrário, dedicou-se à meditação para buscar entender o motivo que leva um Deus perfeito a permitir aqueles acontecimentos. Pela meditação, pela submissão, pela humildade, Ela encontrou a verdade. Essa é uma virtude de Maria que representa toda sua coragem sobre o doloroso momento de ver seu próprio filho na cruz. Ainda assim, nossa mãe abraçou sua vida, repleta de sofrimentos e provações e por meio dessa atitude deu mais uma demonstração de seu imenso compromisso às causas de Deus.


Pureza


Senhora da castidade, sempre virgem, mãe puríssima, sem apego algum as coisas do mundo, Deus era o primeiro em seu coração, sempre teve o corpo, a alma, os sentidos, o coração, centrados no Senhor. O esplendor da Virgindade da Mãe de Deus, fez dela a criatura mais radiosa que se possa imaginar. O dogma de fé na Virgindade Perpétua na alma e no corpo de Maria Santíssima, envolve a concepção Virginal de Jesus por obra do Espírito Santo, assim como sua maternidade virginal. Para resgatar o mundo, Cristo tomou o corpo isento do pecado original, portanto imaculado, de Maria de Nazaré. Esta preciosa virtude leva o homem até o céu, pela semelhança que ela dá com os anjos, e com o próprio Jesus Cristo. Pratiquemos a virtude da castidade, buscando a pureza nos pensamentos, palavras e ações.


Amor Materno


A humanidade inteira cabe no amor que Maria sente por cada um de seus filhos. Ao passo que se tornou a mãe de Jesus, aceitou também a missão de cuidar de cada um de nós. Dessa maneira, o amor com a força da alma nos chega e nos toca, nos inspirando a imitar suas virtudes e cuidar do nosso espaço dentro do coração de Maria.






 
 
 

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