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III Domingo depois da Epifania

  • 24 de jan.
  • 4 min de leitura


Introito:


dorai a Deus, todos os seus Anjos. Sião ouve e se alegra. Exultam as filhas de Judá. SL. O Senhor é Rei: exulte a terra e alegrem-se as muitas ilhas. Glória ao Pai, e ao Filho e ao Espírito Santo. Assim como era no princípio, agora e sempre, e por todos os séculos dos séculos. Amém. ADORAI a Deus, todos os seus Anjos. Sião ouve e se alegra. Exultam as filhas de Judá.




A partir de hoje a liturgia abandona a sequência cronológica da vida de Jesus; doravante, escolherá milagres e ensinamentos de Nosso Senhor, sem levar em conta a cronologia. Como dissemos, essas perícopes estão relacionadas aos pensamentos da Epifania: Cristo aparece em seu reino como Salvador (3º domingo), como Vencedor (4º domingo), como Juiz (5º domingo), como Senhor do campo (6º domingo). O dia de hoje permanece sob a influência da Epifania.


A liturgia apresenta três figuras principais: Cristo Rei, a Igreja (Sião) e os fiéis (as filhas de Judá).


a) Cristo Rei aparece no centro da celebração, rodeado pelos anjos e adorado pelos filhos da Igreja. O Salmo 96 descreve sua majestade, que inspira temor nos pecadores e alegria nos justos. Ele é o Rei que edifica Sião, manifesta sua glória e realiza obras de caridade — o mesmo que, como Filho do Homem, cura o leproso e o servo do centurião.


b) A Igreja, representada por Sião, é o lugar onde o Senhor se manifesta em sua majestade e distribui suas graças. A liturgia mostra a vida da Igreja por meio de três dons principais: o Batismo (simbolizado pela cura do leproso), a Eucaristia (o banquete com os patriarcas) e a caridade (ensinada na Epístola). Nela, os pecadores e gentios têm o primeiro lugar no Reino de Deus.


c) Os fiéis, simbolizados pelas “filhas de Judá”, são convidados à alegria por serem filhos redimidos de Deus. O leproso ensina a humildade e a confiança na misericórdia divina; o centurião, modelo dos gentios, manifesta caridade, fé e humildade, reconhecendo-se indigno diante de Cristo. Suas palavras — “Senhor, eu não sou digno…” — tornam-se a prece dos fiéis que se aproximam da Eucaristia.


Catequese





"O Evangelho deste domingo (cf. Mc 1, 40-45) mostra-nos Jesus em contacto com a forma de doença nessa época considerada a mais grave, a ponto de tornar a pessoa «impura» e de a excluir dos relacionamentos sociais: falamos da lepra. Uma legislação especial (cf. Lv 13-14) reservava aos sacerdotes a tarefa de declarar a pessoa leprosa, ou seja, impura; e igualmente competia ao sacerdote constatar a sua cura e voltar a admitir na vida normal o enfermo curado.


Enquanto Jesus ia pregando pelos povoados da Galileia, um leproso foi ao seu encontro e disse-lhe: «Se quiseres, podes purificar-me!». Jesus não evitou o contacto com aquele homem mas, ao contrário, impelido pela participação íntima na sua condição, estendeu a mão e tocou-o — superando a proibição legal — e disse-lhe: «Sim, quero. Sê purificado!».


Naquele gesto e nessas palavras de Cristo está toda a história da salvação, está encarnada a vontade de Deus de nos curar, de nos purificar do mal que nos desfigura e arruina os nossos relacionamentos. Naquele contacto entre a mão de Jesus e o leproso é abatida toda a barreira entre Deus e a impureza humana, entre o Sacro e o seu oposto, certamente não para negar o mal e a sua força negativa, mas para demonstrar que o amor de Deus é mais forte do que todo o mal, até do mais contagioso e horrível. Jesus assumiu sobre Si as nossas enfermidades, fez-se «leproso» a fim de que nós fôssemos purificados.


Um maravilhoso comentário existencial deste Evangelho é a célebre experiência de são Francisco de Assis, que ele resume no início do seu Testamento: «Assim o Senhor concedeu-me, a mim Frei Francisco, começar a fazer penitência: porque, quando eu vivia no pecado, parecia-me demais amargo ver os leprosos. E foi o próprio Senhor quem me levou para o meio deles, e fui misericordioso para com eles. E afastando-me deles, aquilo que me parecia amargo transformou-se para mim em doçura da alma e do corpo; e depois, detive-me um pouco e saí do século» (ff, 110).


Naqueles leprosos, que Francisco encontrou quando ainda vivia «no pecado» — como ele mesmo diz — estava presente Jesus; e quando Francisco se aproximou de um deles e, vencendo a própria repugnância, abraçou-o, Jesus curou-o da sua lepra, ou seja do seu orgulho, convertendo-o ao amor de Deus. Eis a vitória de Cristo, que é a nossa cura profunda e a nossa ressurreição para a vida nova!


Caros amigos, dirijamo-nos em oração à Virgem Maria, que [ontem] celebramos fazendo memória das suas aparições em Lourdes. A santa Bernadete, Nossa Senhora transmitiu uma mensagem sempre atual: o convite à oração e à penitência. Através da sua Mãe, é sempre Jesus que vem ao nosso encontro, para nos libertar de toda a enfermidade do corpo e da alma. Deixemo-nos tocar e purificar por Ele, e sejamos misericordiosos para com os nossos irmãos!"


S.S.PAPA BENTO XVI (in memoriam) - ANGELUS

Praça de São Pedro

Domingo, 12 de Fevereiro de 2012

 
 
 

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